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Minha Neurose Aleatória Sobre Toddynho, Cerveja e Fellini.

Maio 14, 2013 at 12:29pm

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E o imprevisto acontece. E alguém te encontra. E te reencontra. Te reinventa. Te reencanta. Te recomeça.

—  Gabito Nunes

Dezembro 6, 2012 at 7:16pm

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Leitura dinâmica now by Bruno Moreno on EyeEm

Leitura dinâmica now by Bruno Moreno on EyeEm

Novembro 1, 2012 at 8:44am

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Acho que é isso mesmo, crescer é descobrir que a gente sempre precisa da gente mesmo.

— Bruno Moreno

8:40am

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Reblogou de dreamsrondineli

(Fonte: dreamsrondineli, via objetive)

Outubro 30, 2012 at 7:30pm

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Vida. Essa grande caixa de Toddynho que veio sem o canudo.

Outubro 29, 2012 at 8:32am

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Outubro 24, 2012 at 11:05am

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Tantos amigos. Tantos lugares. Tantas frases e livros e sentidos. Tantas pessoas novas. Indo. Vindo. Tenho só um mundo pela frente. E olhe pra ele. Olhe o mundo! É tão pequeno diante de tudo o que sinto. Sofrer dói. Dói e não é pouco. Mas faz um bem danado depois que passa. Mas agora, com sua licença. Não dá mais para ocupar o mesmo espaço. Meu tempo não se mede em relógios. E a vida lá fora, me chama.

— Caio Fernando de Abreu

Outubro 22, 2012 at 11:45am

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Quando pequeno a gente sempre imagina como vai ser quando crescer. Pensa em como vai ficar, se vamos ser altos, se vamos continuar gordinhos, se vamos melhorar com as cantadas, se vamos poder ter um cachorro, se vamos dormir depois das 22:00, se vamos parar de ter pesadelos depois de ver filmes de terror. Se vamos crescer pra ser astronautas, se vamos conseguir morar na beira da praia, se vamos continuar jogando voley todo dia, se vamos ter os mesmos amigos, se a gagueira vai passar, se vamos poder beber mais de um yakult por vez. E projetamos coisas, e estipulamos algumas metas infantis, alguns objetivos de criança, e ficamos imaginando que é assim que a vida adulta deveria ser, dentro da nossa visão de garotinhos do que a vida adulta é e de como um adulto deve se comportar.

Mas esses objetivos, essas metas, esses projetos, mudam, é claro. E isso fica óbvio não apenas pelo fato de que vivemos num mundo que tem muito mais advogados, jornalistas e técnicos de contabilidade do que astronautas, bailarinas e veterinários, mas também porque a mudança é parte inerente do processo de crescer e nem sempre, quando adultos, conseguimos parecer com aquelas pessoas que nós, quando garotinhos, achávamos que íamos ser. Alguns porque mudaram de opinião quanto a corrida espacial, outros porque entenderam que não servem pra entrar em prédios em chamas, algumas porque notaram que aqueles gatos realmente não merecem viver e tentar trabalhar salvando esse tipo de animal seria uma tremenda hipocrisia.

E neste último final de semana, mais precisamente na tarde de ontem, quando eu já percebia tecnicamente que havia completado 28 anos e tudo que tinha recebido de presente até a última sexta-feira era a gestão de um projeto de revisão de portal corporativo e um conjunto de intergerências que eu deveria resolver antes que pessoas começassem a se matar com cartuchos de toner, eu fiquei pensando em que tipo de satisfação eu, hoje, poderia dar se tivesse que ser confrontado com as expectativas do Buno de sete anos, aquele que queria ser astrônomo, tinha medo de cavalos e sinceramente achava que o mundo de Beakman era o mais longe que qualquer programa de tv poderia chegar em termos de entretenimento. Claro, esses pensamentos fluíram durante todo o domingo, enquanto fazia uma puta duma faxina na casa onde organizamos minha festa de aniversário na noite anterior, repleta de bons amigos, família, risadas, bebidas, músicas e, ahn, um punhado de gente que eu também não fazia ideia de quem fosse. Nisso que dá liberar o convite de evento do Facebook para os então convidados chamarem outras pessoas. ¬¬

Em primeiro lugar não deu pra ser astrônomo. Números demais, física demais, nós temos uma vocação natural pra quebrar objetos com partes de vidro, nos empolgamos acima da média com painéis e botões coloridos, apenas não rolou. Claro, somos capazes de reconhecer algumas estrelas, sabemos que aquilo que o planeta gigante fez no filme do Lars Von Trier – um dia você vai saber quem é – apenas não faz sentido, mas não, astronomia realmente não rolou. Mas design e publicidade é legal, sério. Não é genial, não é sensacional o tempo todo, mas é bacana. E você gosta de desenhar e escrever, então é divertido. E sim, você gosta de escrever. É, nada de matemática, nada de ciências, você acabou indo pras humanas. É, eu sei, eu nunca entendi também.

Você ainda tem medo de certos bichos. Quase todos, pra ser sincero. Cachorros até que não, mas várias aves, répteis também. Mas você foi ao zôo esse ano e foi bem bacana. Tinha girafas (girafas são sensacionais, sério). E foi ao planetário também, ainda que eu devesse ter mencionado isso na parte de astronomia, acho. Sim, você continua se expressando de forma confusa, tem umas coisas que não vão mudar e tal. Tipo a gagueira. Mas ela diminui ali pelo meio da adolescência e hoje você consegue falar direitinho. A não ser quando fica nervoso. Ah, e no trabalho você fica nervoso com muita freqüência e tal.

Os pais estão bem e as avós também, mas sem querer dar spoilers, eu acho que você deveria aproveitar mais o tempo com os avôs, você vai entender depois. Conforme o tempo passar você vai começar a achar que a mãe diminuiu mas não, você é que cresceu e sim, ela vai ficar irritada se for chamada de véia, mas a diversão vai compensar o risco. O Diego cresceu também e hoje aquele bebezinho cabeçudo tem um carro e praticamente está noivo. Mas no fundo ele continua a mesma coisa, e com isso eu quero dizer que ele continua cabeçudo.

Você ainda joga voley, mas nunca aprendeu a se direcionar à bola de olhos abertos para tocar para o colega do lado, o que é uma deficiência, mas você continua compensando com um bruta excesso de vontade. Sabe esses quadrinhos dos quais você tá começando a gostar? Você nunca vai largar e vai escrever sobre eles no seu trabalho de final de curso, além deles guiarem metade da sua escolha de camisas pelo resto da vida competindo apenas com as que tem referências diretas ou indiretas ao Ben Stiller. Sim, com o tempo você também vai saber quem é Ben Stiller.

Seu quarto é cheio de livros, você tem sua própria cama de casal, você tem um videogame de última geração e pode tomar quantos yakults quiser de uma vez só (ainda que você vá descobrir que depois do oitavo seguido eles perdem um pouco da magia). E você tem amigos sensacionais, ainda que eles te influenciem negativamente em alguns momentos – roubar ração animal é sempre errado, correr nu pela rua é sempre errado, beber até o ponto de voltar pra casa rodando a camisa numa rua movimentada é sempre errado – além de ter alguém espetacular, mas espetacular mesmo, que foi quem te levou no planetário, no zôo e te deu uma lava lamp de aniversário. Eu sei, a gente sempre quis uma lava lamp (e lá pelos 14 você vai começar a querer ter alguém espetacular também, fica tranquilo. Ah, e ela gosta de bichinhos de geléia, olha só que legal).

Então, bem, espero que você não esteja decepcionado. Claro, as coisas não saíram exatamente como planejado, tivemos algumas mudanças chatas no caminho e sim, você passou 4 anos achando que seu peixe beta era macho quando na verdade ele era fêmea e quebrou o pé chutando uma cerca, mas no geral saiba que você tá se saindo muito bem e as coisas estão boas. É aquela coisa, a gente pode não ter chegado exatamente onde queria chegar, mas acho que terminamos onde a gente precisava estar. E sim, você também vai saber quem é Seinfeld, fica tranqüilo.

Ah, e Beakman ainda é o mais longe que qualquer programa de tv poderia chegar em termos de entretenimento. Você tinha toda a razão o tempo todo.